Prefeitura de Cortês tem fornecimento de energia suspenso por inadimplência

Jamildo Melo | Publicado em 28/07/2026, às 15h37 - Atualizado às 15h57

Último recurso: Neoenergia corta energia de unidades administrativas da Prefeitura de Cortês por falta de pagamento. Valor do débito não foi informado - Divulgação
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A Neoenergia Pernambuco informa que, depois de frustradas diversas tentativas de negociação de débitos das contas de energia com a Prefeitura de Cortês, na Zona da Mata Sul, a empresa executou, nesta terça-feira (28), a suspensão do fornecimento de energia por inadimplência em prédios administrativos da gestão municipal.

A distribuidora de energia disse que a medida foi o último recurso adotado, após esgotados todos os prazos e tratativas administrativas previstas.

Em nota ao site Jamildo.com, a Neoenergia afirmou que se solidariza aos servidores públicos e à população afetados, reiterando a disposição para a retomada do diálogo com o órgão público e se comprometeu em religar, imediatamente, as unidades impactadas após a quitação do débito em aberto.

Os valores em atraso não foram divulgados.

A inadimplência continua sendo um dos principais desafios enfrentados pela distribuidora em Pernambuco. Em entrevistas e balanços já divulgados ao Jamildo.com, a Neoenergia tem afirmado que, além dos débitos em atraso, o setor convive com perdas provocadas por ligações clandestinas e fraudes na medição de energia.

Segundo a empresa, parte desses custos acaba impactando o equilíbrio financeiro da concessão e exige investimentos permanentes em fiscalização, tecnologia e modernização da rede.

Nos últimos meses, a distribuidora intensificou operações de combate ao furto de energia em diversas regiões do Estado. Apenas nos dois primeiros meses de 2025, foram realizadas cerca de 25 mil inspeções, com confirmação de irregularidades em 39% dos casos fiscalizados.

Em 2025, a empresa também informou ter identificado mais de 90 mil fraudes no acumulado do ano, recuperando 133 milhões de kWh de energia. Mais recentemente, uma operação em uma academia de Jaboatão recuperou 44,3 mil kWh desviados, volume suficiente para abastecer aproximadamente 300 unidades consumidoras durante um mês. As fraudes incluem hotéis, bares, indústrias, recicladoras, fábricas e até em 418 apartamentos de um conjunto habitacional em Olinda

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