Redação Jamildo.com | Publicado em 02/04/2026, às 12h00 - Atualizado às 13h00
O município do Cabo de Santo Agostinho alcançou a classificação CAPAG A, o nível máximo de avaliação de saúde financeira concedido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O selo atesta que a gestão municipal cumpre rigorosamente os critérios de liquidez, endividamento e poupança corrente. Na prática, a nota máxima funciona como uma garantia da União, permitindo que o município acesse linhas de crédito com juros menores para obras de infraestrutura e projetos estruturadores.
Os dados técnicos da prestação de contas de 2025 detalham o cenário que levou à nota máxima. O município registrou despesa com pessoal de 45,35% da Receita Corrente Líquida (RCL), índice que se mantém abaixo do limite prudencial de 51,3% e do limite legal de 54% definidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Além disso, os investimentos em áreas obrigatórias superaram os pisos constitucionais: foram aplicados 26,74% em educação e 17,33% em saúde.
No contexto estadual, o desempenho do Cabo de Santo Agostinho contrasta com a realidade de diversas prefeituras pernambucanas que operam com índices CAPAG B ou C, enfrentando restrições para novos financiamentos.
O prefeito Lula Cabral defende que o resultado é fruto de um planejamento que prioriza a arrecadação própria e o controle de gastos. “O resultado da CAPAG A é fruto de trabalho e responsabilidade com o dinheiro público. Organizamos a casa para garantir investimentos nas áreas que mais importam para a população”, afirmou o gestor. De acordo com o balanço, o uso de 83,36% dos recursos do Fundeb reforça a estratégia de aplicar os repasses federais integralmente na manutenção da rede de ensino.
A solidez financeira também gera impactos indiretos na atratividade econômica da região, especialmente pela proximidade com o Complexo Industrial Portuário de Suape. Analistas apontam que a segurança fiscal de um município é um fator decisivo para a instalação de novos empreendimentos privados, pois indica previsibilidade tributária e capacidade de manutenção da infraestrutura urbana necessária para a operação logística.
A obtenção da nota máxima encerra um ciclo de ajustes fiscais e posiciona o Cabo como um dos poucos municípios de médio e grande porte no Nordeste a possuir autonomia financeira plena para captar recursos externos. A longo prazo, a relevância desse indicador se traduz na capacidade de manter o equilíbrio fiscal diante de oscilações na economia nacional, garantindo que os serviços essenciais à população não sofram interrupções por falta de caixa.
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